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Micrurus altirostris (Coral verdadeira)
Família Genero Espécie Subespécie Região Grau toxidade
Elapidae Micrurus altirostris   América do Sul escala
Nomes populares na América do Sul

Boipinima, Cobra Coral, Cobra Coral Pampeana, Cobra Coral Uruguaia, Cobra Coral de Muitos Aneis, Cobra Coral de Rabo Curto, Coral, Coral Cola Corta,Coral Uruguaya, Coral Venenosa, Many-banded Coral Snake, Mboi-chumbe, Mboi-chumbe-guazo, Mboi-yvyvovo, Mil Colores, Naca-naca, Short-tailed Coral, Snake, Southern Coral Snake, Tres Colores, Uruguayan Coral Snake, Vibora de Coral

Formato geral

Cabeça é pequena, arredondada e mal distinta do pescoço. Os olhos são moderadamente pequeno em tamanho, com pupilas redondas. Dorsal escalas são lisas e brilhantes sem poços apical. Supra-anal quilhas estão ausentes no sexo masculino. Dorsal scale count 15 - 15 - 15.

Caracteriza-se por apresentar ao longo do corpo grupos de três anéis pretos (tríades), separados por anéis mais estreitos de cor creme e intercalados por anéis mais largos, de cor vermelha. Todos os anéis circundam todo o corpo.

Comprimento

0.55m max 1.30m

Características

De comprimento médio, corpo esguio cobra coral com uma cauda muito curta. Pode crescer para um máximo de cerca de 1,31 metros.

É abundante em zonas de campo e margens de matas. Possui hábitos subterrâneos, vivendo em buracos ou sombra de árvores. Alimenta-se de outras serpentes ou lagartos sem patas (cobras-cegas). Quando ameaçada, para imediatamente erguendo a cauda, que se enrola em “S”; o macho pode ainda, everter o hemipênis (órgão sexual masculino), que por ser cheio de espinhos, assusta quem o enxerga, originando a lenda de que a coral tem um “ferrão” na cauda.

 

 

Reprodução

É ovípara, colocando em média 6 ovos.

Habitos

Alimenta-se principalmente de lagartos (especialmente lagartos sem patas) e cobras (especialmente cobras cegas).

 

Segurança

Como toda a serpente peçonhenta a Coral é extremamente venenoza. Todo cuidado é pouco.

 

 
Habitat Marca Distribuição geográfica

Argentina, Brazil, Uruguay

Baixa montano floresta úmida, floresta estacional decidual tópicos e subtropicais, savanas, pastagens e campos agrícolas, arenosos ou rochosos e áreas de floresta temperada.

 

  mapa crotalus terrificus
Curiosidades

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Micrurus altirostris (Coral verdadeira)
Profilaxia dos acidentes ofídicos

Por uma série de fatores relacionados ao comportamento das serpentes e do próprio homem, a prevenção dos acidentes ofídicos torna-se extremamente difícil. No entanto,algumas medidas básicas de prevenção podem ser adotadas

  • Deve-se evitar, na medida do possível, andar descalço ou de chinelo, nos locais em que haja ocorrência de serpentes. O uso de determinados tipos de calçados, como as perneiras e botas de cano alto, pode evitar entre 50 e 75% dos acidentes, já que, geralmente, são os pés e as pernas os locais mais atingidos.
  • Deve-se ter atenção redobrada no próprio local de trabalho e onde haja matas, capinzais e pomares com muitas árvores, além dos caminhos habitualmente percorridos. Nestas situações, ao se passar de um local claro para outro mais escuro, é aconselhável que o indivíduo espere alguns instantes, o que fará com que sua visão se acostume à mudança de claridade e possa perceber a presença de serpentes, ou de movimentos estranhos.
  • Deve-se manter atenção especial ao subir em árvores ou até mesmo ao colher frutos, pois existem serpentes que habitam as árvores, o que é comprovado pelo registro de 5% de acidentes ofídicos com mordida na cabeça, rosto, ombros e braços.
  • O ato de introduzir a mão em buracos na terra ou cupinzeiros, ou revirar montes de terra e lenha, pode representar grande perigo, já que estes locais são, muitas vezes, habitados por serpentes venenosas, e ou seu alimento.
  • Quando houver condições, a construção de calçadas em torno das moradias e obstrução de grandes frestas, porventura existentes entre a porta e o chão (meio pelo qual muitas serpentes penetram nas casas), podem evitar acidentes. Da mesma forma, é importante manter sempre limpa a área ao redor das moradias, assim como evitar o acúmulo de madeiras, tijolos ou pedras junto à habitação. Deve-se, igualmente, evitar trepadeiras que encostem na casa, ou folhagens que penetrem ou alcancem o telhado ou forro. Uma prevenção simples e eficaz é a criação de galinhas, gansos e outras aves, soltas no terreiro, já que estes animais afugentam as serpentes.
  • Deve-se evitar os acampamentos próximos a plantações, pastos ou matas. Nos momentos de lazer, quando se estiver às margens de rios ou lagoas, é necessário ficar alerta. Estes locais, principalmente os barrancos de rios, são habitat usual de cobras e serpentes.
  • As serpentes venenosas alimentam-se preferencialmente à noite. Nesse período, portanto, devem ser evitadas as caminhadas nas proximidades de gramados e, até mesmo, jardins.
  • As emas, seriemas, corujas e gaviões, são inimigos naturais das serpentes. Preservar a vida destas aves e os locais onde elas habitam, representa grande proteção ao homem e ao equilíbrio ecológico.
Cuidados

As Bothrops ou jararacas são responsáveis por grande parte dos acidentes ofídicos registrados em sua área de ocorrência. Perigosíssimas, preparam o bote ao ver se aproximar qualquer ser. Vivem em ambiente preferencialmente úmidos, como beira de rios e córregos, onde também se encontam ratos e sapos, seus pratos mais caçados. Dormem durante o dia debaixo de folhagens secas e úmidas, e gostam de tomar sol, geralmente sol pós chuva.

São extremamente rápidas e ágeis. Não tente tirar veneno ou manusear estes animais sem ajuda especializada. Todo cuidado ainda é pouco!

Se não estiver em local abitado, no campo ou floresta por exemplo, deixe o animal em seu ambiente, avise os outros do seu grupo e se afaste.
NÃO mate animais sem absoluta necessidade.

NÃO SE APROXIME!!

 

Micrurus altirostris (Coral verdadeira)
Description

PRIMEIROS SOCORROS Conjunto de ações com o objetivo de manter a vida e/ou minimizar sofrimentos e seqüelas, prestadas às vítimas de acidentes, até que socorristas especializados tomem conta do caso.

Ver também página tratamento Micrurus

Detalhes

Os primeiros socorros em acidentes causados por serpentes venenosas consistem em:

  • Primeiros socorros para picadas por serpentes Elapídicos não provocam prejuízo significativo no local da mordida, mas que podem ter o potencial para causar efeitos sistêmicos gerais significativos, como paralisia lesão muscular, ou sangramento.
  • Depois de garantir ao paciente e curiosos ficaram fora do alcance da cobra, a pessoa picada deve ser tranquilizado e persuadida a se deitar e permanecer imóvel. Muitos ficam aterrorizados, temendo morte súbita e, neste estado de espírito, eles podem se comportar de modo irracional ou mesmo histericamente.
    Deve-se ressaltar o fato de que muitas picadas venenosas não resultam em envenenamentos, e a progressão relativamente lenta para casos graves (horas para mordidas de elapidaes, dias após a picada Viiboras) e da eficácia do tratamento médico moderno.
  • Não amarre a perna ou braço, nem faça torniquetes. O garrote impede a circulação sanguínea e pode produzir necrose ou gangrena. Muitas vezes o garrote agrava os efeitos da mordida. Não cortar nem fazer sucção no local da mordida.
  • Não administrar soro antiofídico sem acompanhamento médico hospitalar. São comuns reações alérgicas ao soro (choque anafilático), piores até que a mordida da cobra, pois necessitam de medicação urgente, e pode levar à morte mais rápido.
  • Lavar o local ferido com água e sabão, fazer a higiene no local, acima e a baixo do mesmo, mas a ferida não deve ser massageada.
    Se o local apresentar dois furinhos, é certeza de que se trata de serpente peçonhenta.
  • Se houver dor, administrar analgésico. Também manter o paciente hidratado com soro glicosado ou mesmo soro caseiro.
  • Mantenha o acidentado deitado, com o mínimo de movimentos possíveis, pois os movimentos facilitam a absorção do veneno. Manter o membro ferido em posição elevada para que não aumente a circulação sanguínea no local e espalhe mais rapidamente o veneno.
  • Procure identificar a serpente (se possível, matar e levar com o paciente). Se isso não for possível, procurar ver se tem chocalho no final da cauda (cascavel), ou se é colorida em preto, vermelho e branco (coral).
  • Leve o acidentado para o posto de saúde mais próximo, a fim de tomar o soro apropriado.
Tratamento Humanos - Elapidae - Micrurus
TratamentoVer também página tratamentos Ver mais na página tratamento Micrurus

A precocidade do atendimento médico é fator fundamental na evolução e no prognóstico do doente

Medidas gerais

Anéis e alianças devem ser retirados do dedo atingido, pois o edema pode tornar-se intenso, produzindo um sistema de garrote.

O uso de torniquete, com a finalidade de reter o veneno no local da picada, é contra-indicado para os acidentes botrópicos.

É também contra-indicado utilizar instrumentos cortantes com a finalidade de fazer cortes ao redor da picada, pois os venenos possuem frações proteolíticas que irão atuar nesses locais, piorando muito a necrose.

O doente deve ser colocado em repouso e transportado rapidamente para um hospital, onde deve receber tratamento específico. A imunoprofilaxia contra o tétano deve ser realizada.

O soro antiofídico a ser aplicado deve ser específico para o gênero ao qual a serpente pertence. Deve ser administrado o mais precocemente possível, em dose única, de preferência pela via intravenosa, com o objetivo de neutralizar a peçonha antes que ela possa ter causado dano. As reações inerentes à soroterapia podem ser imediatas (anafiláticas, anafilactóides e pirogênicas) ou tardias, manifestando-se seis a 10 dias após, pela doença do soro.

Sintomatologia local

Nos acidentes elapídicos (CORAIS), a sintomatologia ocorre minutos após, em virtude do baixo peso molecular das neurotoxinas. A sintomatologia predominante é a neurotóxica e o doente apresenta fácies miastênica, com ptose palpebral bilateral, paralisia flácida dos membros.

O quadro é mais grave que o dos acidentes crotálicos, devido à elevada incidência de paralisia respiratória de instalação súbita.

Tratamento serpentes do gênero Micrurus

O soro específico antielapídico deve ser aplicado por via intravenosa, em quantidade suficiente para neutralizar 150 mg de veneno. O bloqueio da junção mioneural, em alguns acidentes elapídicos, ocorre pós-sinapticamente. A reversão desse bloqueio é possível, portanto, através do uso de anticolinesterásicos.
Dessa forma, o tratamento da insuficiência respiratória aguda, quando presente, poderá ser tentado com anticolinesterásicos, enquanto o paciente é removido para centros médicos que disponham de recursos de assistência ventilatória mecânica.

O esquema indicado é o seguinte: cinco injeções intravenosas de 0,5 mg de neostigmina
(Prostigmine ®, 1 ml = 0,5mg), com intervalos de 30 minutos entre cada administração; em seguida, administrar a mesma quantidade de neostigmina (0,5 mg) a intervalos progressivamente maiores, conforme a resposta clínica, até que ocorra a recuperação completa, o que acontece em torno de 24 horas.
Cada administração de neostigmina deve ser precedida de uma injeção intravenosa de 0,6 mg de sulfato de atropina (Atropina®, 1 ml = 0,5mg), para se obter o aumento da freqüência do pulso, na ordem de 20 batimentos por minuto.

Diante da possibilidade de haver ou não resposta aos colinesterásicos, dependendo do tipo de bloqueio da junção mioneural, a Organização Mundial da Saúde recomenda a administração de 10mg de cloridrato de edrofônio (Tensilon®, 1 ml = 10mg), por via intravenosa, cujo efeito se fará sentir imediatamente após a injeção. Nos casos em que houver melhora, deve-se utilizar o esquema de uso de anticolinesterásicos citado. Para as crianças usar o esquema descrito no quadro 4.

Esquema terapêutico (Micrurus) indicado para adultos e crianças.

MEDICAMENTO

CRIANÇAS ADULTOS

Atropina (ampola 0,25 mg)

0,05 mg/Kg IV 0,5 mg IV

Neostigmina (ampola 0,5 mg)

0,05 mg/Kg IV 0,05 mg/Kg IV

Tensilon (ampola 10 mg)

0,25 mg/Kg IV 10 mg IV

Observação: cloridrato de edrofônio (Tensilon ®, 1ml = 10 mg) é um anticolinesterásico de ação rápida. Apesar de não ser disponível comercialmente no Brasil, é mais seguro e pode substituir o uso da neostigmina.

 

 

Ver mais na página tratamento Micrurus

 

 

Tratamento Animais - - Elapidae - Micrurus
Acidente Botrópico

O sintoma mais evidente é o edema progressivo (inchaço) no local da picada, como no focinho, barbela ou membros podendo em muitos casos ser observado também hemorragia, não sendo esta necessariamente a causa da morte.

É importante ser considerada para efeito de atendimento e tratamento, o local da picada e a espécie animal acidentada. Nos animais de grande porte, a picada nos membros leva à dificuldade de locomoção e muitas vezes ao decúbito prolongado, incapacitando o animal para pastar e ter acesso aos bebedouros. O acidente na região da boca e língua pode impossibilitar o animal de ingerir alimentos e água o que propicia a desidratação.

Nos eqüinos dada a incapacidade desses animais respirarem pela boca, a picada no focinho pode levar a morte por insuficiência respiratória. O mesmo pode ocorrer com bovinos quando o edema atinge a região da laringe.

A gravidade do acidente botrópico está relacionada à quantidade de veneno injetada no momento da picada e o tamanho do animal. Quanto menor o porte do animal, menor a chance de sobrevivência. Quanto maior for o intervalo entre o acidente e o tratamento, mais graves serão os sintomas e as seqüelas observadas, principalmente necroses.

Tratamento:

Em Medicina Veterinária, o tratamento é feito a partir das quantidades de veneno que as serpentes podem injetar no momento da picada. Nos acidentes causados por serpentes do gênero Bothrops a quantidade de soro a ser utilizada deve ser suficiente para neutralizar no mínimo 100 mg de veneno e 50 mg no caso de acidentes com serpentes do gênero Crotalus. O soro antiofídico de uso comercial é padronizado de forma que 1 mililitro neutraliza 2 miligramas de veneno botrópico e 1 miligrama de veneno crotálico. Assim sendo, a quantidade mínima de soro antiofídico a ser aplicada nos acidentes crotálico ou botrópico é de 50 mililitros independente do tamanho do animal.

Em animais de grande porte (acima de 50 Kg) o volume total de soro (50 mL) deve ser aplicado lentamente por via intravenosa. Nos animais de porte menor, o soro deve ser diluído em solução fisiológica e aplicado gota a gota por via intravenosa. Na impossibilidade de se utilizar a via intravenosa, o soro deve ser administrado preferencialmente pela via intraperitoneal ou em último recurso pelas vias intramuscular e subcutânea.
Em hipótese alguma o soro deve ser aplicado ou infiltrado no local da picada.
Doses maiores de soro e a necessidade de repetição do tratamento devem ser consideradas em função da remissão dos sintomas ou a critério do Médico Veterinário.

A quantidade de soro a ser utilizada deve ser aplicada independente do tempo decorrido entre o acidente e o atendimento, sendo que a eficácia do tratamento com o soro é maior quanto menor for esse tempo.

Tratamentos Complementares

Os animais acidentados devem ser mantidos sob observação permanente de no mínimo 72 horas, devendo ser mantidos em locais sossegados, confortáveis e submetidos ao mínimo de movimentação ou manipulação.

Os animais com incapacitação para ingerir água devem ser adequadamente hidratados por via parenteral com soluções eletrolíticas como ringer lactato.

Nos animais acidentados na região da cabeça, particularmente equídeos, a dificuldade respiratória deve ser corrigida mediante a realização de traqueostomia. Os animais de grande porte (acima de 100 Kg), principalmente quando acidentados nos membros, devem ser mantidos quando em decúbito em local forrado com bastante capim ou areia macia.

Os ferimentos no local da picada devem ser lavados com água e sabão e tratados com antissépticos. O local da picada não deve ser lancetado, perfurado ou garroteado com o intuito de reduzir a absorção do veneno. Essa prática pode levar a infecções gravíssimas, e contaminação pelos microorganismos causadores do tétano ou gangrena gasosa. O uso de antibióticos e a profilaxia do tétano devem ser feitas sob orientação do Médico Veterinário.

Sintomas de reações anafiláticas causadas pela aplicação do soro são raros e devem ser tratados de acordo com a gravidade, com medicamentos a base de adrenalina, antihistamínicos e corticosteróides, e interrupção temporária da administração do soro.

Em alguns casos de animais mesmo tratados adequadamente, pode advir o óbito em virtude da presença no veneno inoculado de grande quantidade da fração hemorrágica que causa lesão disseminada do endotélio vascular causando hemorragias fatais na face, nas cavidades abdominal, torácica ou ainda no saco pericárdico ou no espaço subdural, razão pela qual a necrópsia deve ser sempre realizada nesses casos. Essa fração hemorrágica nem sempre é neutralizada pelo soro utilizado no tratamento.

 

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CEVAP: Centro Virtual de Toxinologia

Veneno - Venom - - Elapidae - Micrurus
Serpentes do gênero Micrurus

As serpentes do gênero Micrurus possuem venenos com ação neurotóxica.

O quadro é mais grave que o dos acidentes crotálicos, devido à elevada incidência de paralisia respiratória de instalação súbita.

“A precocidade do atendimento médico é fator fundamental na evolução e no prognóstico do doente”

Periculosidade

Envenenamento severo, potencialmente letal.

Taxa de envenenamento

Desconhecida, mas provavelmente reduzidas

Letalidade sem tratamento

Desconhecida, mas causou mortes

Efeitos locais

Efeitos no local, a dor local e inchaço só

Necrose local

Não ocorre, com base em evidências clínicas atuais

Efeitos sistêmicos gerais

Variáveis, efeitos não-específicos que podem incluir cefaléia, náusea, vômito, dor abdominal, diarreia, tonturas, colapso ou convulsões

Paralisia Neurotóxicos

Comumente desenvolve paralisia flácida

Miotoxicidade

Comum, geralmente leve a moderada

Coagulopatia e hemorragias

Não ocorre, com base em evidências clínicas atuais

Lesão renal

Complicação reconhecida, geralmente secundária a miólise

Cardiotoxicidade

Efeito raro, geralmente secundária

Outros efeitos

Não ocorrem, com base em evidências clínicas atuais

 

 

Quant. média
VENENO

8 to 10 mg ( dry weight ), Roze (1996) ( Ref : R000985 ). ( M. f. multicinctus ) : 8 to 10 mg ( dry weight ), Roze (1996) ( Ref : R000985 ).

Neurotoxins

Postsynaptic neurotoxins

Myotoxins

Systemic myotoxins present

Procoagulants

Probably not present

Anticoagulants

Probably not present

Haemorrhagins

Probably not present

Nephrotoxins

Probably not present

Cardiotoxins

Probably not present

Necrotoxins

Probably not present

Venom Other

Unknown - desconhecido

 

 

Fonte Dados

http://www.toxinology.com/

AntiVenom - Elapidae - Micrurus

Os soros antiveneno (soros heterólogos) são obtidos a partir de soro de eqüídeos (cavalos) hiperimunizados com venenos específicos. Nos casos onde a soroterapia for indicada, ela é o único tratamento eficaz.

Tipos de soro antiveneno

  • Soro Antiofídico polivalente para o tratamento de acidentes causados por mordidas de serpentes dos gêneros Bothrops e Crotalus (jararaca e cascavel).
  • Soro Antibotrópico para tratamento de acidentes comprovados de mordidas de serpentes do gênero Bothrops (jararaca).
  • Soro Anticrotálico - para tratamento de acidentes comprovados de mordidas de serpentes do gênero Crotalus (cascavel).
  • Soro Antielapídico para tratamento de acidentes comprovados de mordida de serpentes do gênero Micrurus (coral verdadeira).
  • Soro Antilaquético para tratamento de acidentes comprovados de mordida de serpentes do gênero Lachesis (surucucu).
  • Soro Antibotrópico-laquético para o tratamento de acidentes causados por mordida de serpentes dos gêneros Bothrops e Lachesis (jararaca e surucucu).

Técnica para conservação dos soros, validade e vencimento

Conservação

os soros nunca devem ser conservados em congelador, e sim na geladeira, onde a temperatura está entre 2 e 8 graus positivos, assim mantêm sua potência neutralizadora por vários anos.

Validade

o prazo de validade indicada no rótulo é de três anos, a contar da última prova de potência.

Vencimento

os soros com prazo de validade vencido não devem ser desprezados, podendo ser usados em situações de emergência, considerando porém, como tendo somente a metade da potência indicada na embalagem.

Prova de sensibilidade

Esta prática deve ser efetuada como rotina nos pacientes que serão submetidos à soroterapia, e sempre antes da administração de anti-histamínicos ou corticosteróides, pois estes últimos podem mascarar os resultados.

  • Injetar 0,1ml por via intradérmica de soro na face anterior do antebraço.
  • Leitura após 15 minutos.

REAÇÃO POSITIVA

Desenvolvimento de pápula urticariforme com prolongamentos, no ponto de inoculação

REAÇÃO NEGATIVA

Ausência de pápula local. Pode haver eritema, mas sem relevo.

Administração de soro heterólogo

Esta fase deve ser sempre precedida da prova intradérmica de sensibilidade.

Com prova intradérmica negativa

nos pacientes não sensíveis, deve-se proceder a administração da dose recomendada, nas vias preconizadas. A administração prévia de anti-histamínicos (Fenergan), 1 ampola por via muscular, tem se mostrado benéfico, pois, além de diminuir as reações adversas, seda o paciente.

Com prova intradérmica positiva

neste grupo, a administração do soro deverá ser efetuada com precauções especiais:

  • Injetar um anti-histamínico 15 minutos antes da aplicação do soro.
  • Injetar o soro fracionadamente, iniciando com 0,1 ml e aumentando gradativamente, em intervalos de 10 minutos, para 1 ml e 5 ml. Por fim, injetar a dose restante, utilizando sempre a via subcutânea.
  • Ter à mão adrenalina 1/1000 e injetar 1 ml via intramuscular, caso sobrevenham sintomas de choque anafilático.

É conveniente ressaltar que, mesmo ante o risco indicado por uma prova de sensibilidade positiva, não se deve hesitar na administração do soro específico. Evitar a via intravenosa nos casos de hipersensibilidade.

Reações inerentes à soroterapia

Reação imediata Choque anafilático

O choque anafilático é muito raro, porém, deve ser considerado devido a sua gravidade. As
reações do tipo anafilactóide, (que podem ser definidas como choque sistêmico onde
ocorrem secundariamente à introdução de substâncias estranhas ao organismo, e uma
reação antígeno/anticorpo não pode ser demonstrada), são observadas, sobretudo nos
indivíduos que anteriormente receberam o soro de cavalo, ou apresentem antecedentes
alérgicos. Do ponto de vista clínico, pode-se observar exantema, reação urticariforme,
espasmo brônquico, edema de glote (com conseqüente asfixia), choque periférico, e, se não
tratado imediatamente, leva à morte.
As drogas de escolha no tratamento dessas emergências são: adrenalina aquosa 1/1000 e
corticosteróide (hidrocortisona) por via venosa.

Reação tardia Doença do soro

A doença do soro é outra reação que pode aparecer entre 6 a 10 dias após a injeção do soro,
e caracteriza-se pela febre, erupção urticariforme, dores articulares e musculares. É
relativamente rara, em virtude da purificação a que são submetidos os soros terapêuticos.
Esta reação deve ser tratada preventivamente com a administração de anti-histamínicos
durante 10 dias após a soroterapia, e corticosteróides.

Soros

 
 
 
Antivenom Code: SAmIBB06
Antivenom Name:Antielapidico
Manufacturer: Instituto Butantan
Address: Av. Vital Brasil, 1500 Butanta
05503-900
Sao Paulo - SP
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmFED05
Antivenom Name: Soro Anti-Elapidico
Manufacturer: Fundacao Ezequiel Dias - FUNED
Phone: ++55-31-3371-9525
Address: Rua Conde Pereira Carneiro, 80 - Gameleria
Belo Horizonte, MG - CEP 30510-010
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmNIA04
Antivenom Name: Antimicrurus
Manufacturer: Instituto Nacional de Produccion de Biologics
A.N.L.I.S. 'Dr. Carlos G. Malbran'
Phone: ++54-11-4303-1806 (to 11)
Address: Avdo. Velez Sarsfield 563,
CP 1281 Buenos Aires,
Country: Argentina
Antivenom Code: SAmIBM08
Antivenom Name: Coralmyn
Manufacturer: Instituto Bioclon
Phone: ++525-488-3716
Address: Calzada de Tlalpan No. 4687
Toriello Guerra
C.P. 14050
Mexico, D.F.,
Country: Mexico
   
     
Micrurus altirostris (Coral verdadeira)
   

Mario Sacramento
Este vídeo foi vencedor em mais uma fase do Prêmio WeShow Brasil Outubro no canal Vídeos Mundo Animal > Animais Selvagens.

Filmado na RPPN SANTUÁRIO RÃ-BUGIO - GUARAMIRIM - SC. Saiba mais visitando o site do Instituto Rã-bugio

   
Micrurus altirostris (Coral verdadeira)
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