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Tratamento acidente Botrópico (JARARACAS)

jararacaIntrodução

Corresponde ao acidente ofídico de maior importância epidemiológica no país, pois é responsável por cerca de 90% dos envenenamentos.

Ações do veneno

Ação Proteolítica

As lesões locais, como edema, bolhas e necrose, atribuídas inicialmente à ação proteolítica, têm patogênese complexa. Possivelmente, decorrem da atividade de proteases, hialuronidases e fosfolipases, da liberação de mediadores da resposta inflamatória, da ação das hemorraginas sobre o endotélio vascular e da ação pró-coagulante do veneno.

Ação coagulante

A maioria dos venenos botrópicos ativa, de modo isolado ou simultâneo, o fator X e a protrombina. Possui também ação semelhante à trombina, convertendo o fibrinogênio em fibrina. Essas ações produzem distúrbios da coagulação, caracterizados por consumo dos seus fatores, geração de produtos de degradação de fibrina e fibrinogênio, podendo ocasionar incoagulabilidade sangüínea. Este quadro é semelhante ao da coagulação intravascular disseminada.

Os venenos botrópicos podem também levar a alterações da função plaquetária bem como plaquetopenia.

Ação hemorrágica

As manifestações hemorrágicas são decorrentes da ação das hemorraginas que provocam lesões na membrana basal dos capilares, associadas à plaquetopenia e alterações da coagulação.

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Quadro clínico

Manifestações locais

São caracterizadas pela dor e edema endurado no local da picada, de intensidade variável e, em geral, de instalação precoce e caráter progressivo. Equimoses e sangramentos no ponto da picada são freqüentes. Infartamento ganglionar e bolhas podem aparecer na evolução, acompanhados ou não de necrose.

Manifestações sistêmicas

Além de sangramentos em ferimentos cutâneos preexistentes, podem ser observadas hemorragias à distância como gengivorragias, epistaxes, hematêmese e hematúria. Em gestantes, há risco de hemorragia uterina.

Podem ocorrer náuseas, vômitos, sudorese, hipotensão arterial e, mais raramente, choque.

Com base nas manifestações clínicas e visando orientar a terapêutica a ser empregada, os acidentes botrópicos são classificados em:

Manifestações sistêmicas como hipotensão arterial, choque, oligoanúria ou hemorragias intensas definem o caso como grave, independentemente do quadro local.

Complicações

Locais

Sistêmicas

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Exames complementares

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Tratamento

Organograma tratamento acidentes ofídicos

organograma

 

Tratamento específico

Consiste na administração, o mais precocemente possível, do soro antibotrópico (SAB) por via intravenosa e, na falta deste, das associações antibotrópico-crotálica (SABC) ou antibotrópicolaquética (SABL).

A posologia está indicada no quadro abaixo e as normas gerais para soroterapia estão referidas na Página Soroterapia.

Se o Tempo de Coagulação TC permanecer alterado 24 horas após a soroterapia, está indicada dose adicional de duas ampolas de antiveneno.

Tratamento geral

Medidas gerais devem ser tomadas como:

Tratamento das complicações locais

Firmado o diagnóstico de síndrome de compartimento, a fasciotomia não deve ser retardada, desde que as condições de hemostasia do paciente o permitam. Se necessário, indicar transfusão de sangue, plasma fresco congelado ou crioprecipitado.

O debridamento de áreas necrosadas delimitadas e a drenagem de abscessos devem ser efetuados. A necessidade de cirurgia reparadora deve ser considerada nas perdas extensas de tecidos e todos os esforços devem ser feitos no sentido de se preservar o segmento acometido.

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Prognóstico

Geralmente é bom. A letalidade nos casos tratados é baixa (0,3%). Há possibilidade de ocorrer seqüelas locais anatômicas ou funcionais.

Acidente botrópico - Classificação quanto à gravidade e soroterapia recomendada
Manifestações e Tratamento Moderada Grave Classificação
Leve Moderada Grave
LOCAIS: dor ; edema ; equimose ausentes ou discretas evidentes intensas**
SISTÊMICAS: hemorragia grave ; choque ; anúria ausentes ausentes presentes
Tempo de Coagulação (TC)* normal ou alterado normal ou alterado normal ou alterado
Soroterapia
(nº ampolas) SAB/SABC/SABL***
2 — 4 4 — 8 12
Via de administração intravenosa

* TC normal: até 10 min; TC prolongado: de 10 a 30 min; TC incoagulável: > 30 min.

** Manifestações locais intensas podem ser o único critério para classificação de gravidade.

*** SAB = Soro antibotrópico — SABC = Soro antibotrópico-crotálico — SABL = Soro antibotrópico-laquético.

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Nomes populares das serpentes Viperidae na America do Sul

Acuamboia, Ala, Alcatrazes Lancehead, Bergimaka, Bergiowroekoekoe, Boesi-owroekoekoe, Boicoatiara, Boicotiara, Boipeva, Boomowroekoekoe, Bula, Cabeca de Sapo, Cacutali, Caissaca, Cambeua, Coatiara, Cobra Papagaio, Cobra Verde, Cola Branca, Comboia, Cotiara, Cotiarinha, Crucera, Cruzeira, Cruzeiro, Cruzera, Cuaima parda, Cuamboia, Cuatro Narices, Cuatronarices, De la Cruz, Equis, Equis Sapa, Furta-cor, Golden Lancehead, Hocico de Puerco, Iglesiasi Pit Viper, Island Viper, Jaraca, Jararaca, Jararaca Cinca, Jararaca Cinzenta, Jararaca Comum, Jararaca Dormideira, Jararaca Grao, Jararaca Ilhoa, Jararaca Preguicosa, Jararaca Preta, Jararaca Verdadeira, Jararaca Verde, Jararaca Vermelha, Jararaca da Matta Virgem, Jararaca da Secca, Jararaca de Agosto, Jararaca de Barriga-preta, Jararaca do Campo, Jararaca do Cerrado, Jararaca do Mato, Jararaca do Norte, Jararaca rabo-de-porco, Jararaca-amarela, Jararaca-do-rabo-branco, Jararaca-pinto-de-ouro, Jararaca-tigrina, Jararacucu, Jararacucu Tapete, Jararacucu Verdadeiro, Jararacucu malha de Sapo, Jararacussu, Jararacusu, Jergon, Jergon Arboricola, Jergon de Arbol, Jergon-shuchupe, Jergona, Juba-vitu, Kalakunaro, Karahirima, Kiririog-aka-kurussu, Kiririog-saiyu, Kwatiara, Labaria, Labarriayre, Lanspuntslang, Lora, Loro Machaco, Lutz Lancehead, Macabrel, Macaurel, Machacu, Macubulero, Mapana, Mapanare, Mapanare Guayanesa, Mapanare Liquenosa, Mapanare Rayada, Mapanare Verde, Mapanare de Amazonas, Mapepire Balsain, Marashar, Mata Caballo, Mboi Cuatia, Mboi-cuatia, Mboi-hobu, Mboi-kwatiara, Morabana, Namacunchi, Nashipkit, Neuwied's Lancehead, Orito Machacuy, Oro Palito, Ouricana Patioba, Owroekoekoe, Papegaaislang, Paraamboia, Paraua-boi, Patrona, Peguicosa, Pequena Cotiara, Petjake, Pialala, Popokaisneki, Pudridora, Putrificador, Queimada Grande Viper, Rabo Amarillo, Rabo de Candela, Rabo de Raton, Rasper, Sertao Lancehead, Sororaima, Surucucu Apete, Surucucu Dourado, Surucucu Patioba Boiubu, Surucucu Tapete, Surucucu de Patioba, Surucucu de Pindoba, Taya, Taya Equis, Terciopelo, Urutu, Urutu Amarelo, Urutu Estrela, Urutu Preto Yarara-cussu, Urutu dourado, Ushuculi, Vibora de la Cruz, Vibora loro, Yarara, Yarara Acacusu, Yarara Dorada, Yarara Grande, Yarara Negra, Yarara de Vientre Negro, Yarara-guasu, Yarara-guazu, Yararaca, Yararaca Perezosa, Yope Pintada, Yoperojobobo, Yoperojobobo Venenosa, Yopperojobobo Venosa, de Arroz,

Fotos acidentes bothropicos (clique na foto para ampliar)
Tissue necrosis following bite from Bothrops asper Instituto Vital Brasil Instituto Butantan

acidente bothrops acidente bothrops Copyright - Dr Claudio Machado - Vital Brasil Copyright - Butantan

 

 

 

acidente bothrops Copyright - Dr Claudio Machado - Vital Brasil

 
     

Ministério da Saúde — Acidentes com Animais Peçonhentos - Medidas de Prevenção

http://www.saude.rj.gov.br/animaispeconhentos/acidentesofidicos

 


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